O registro de imóveis é uma das etapas mais sensíveis de toda a jornada imobiliária. Ele envolve o maior patrimônio da vida de muitas pessoas, um momento carregado de expectativa e emoção. Ainda assim, em pleno avanço da digitalização, esse processo segue operando de forma extremamente tradicional.
Papéis físicos, burocracia excessiva e baixa transparência continuam sendo a regra. Para o cliente final, a sensação é de voltar no tempo: processos manuais, pouco visíveis e lentos, incompatíveis com a experiência digital vivida nas etapas anteriores da compra de um imóvel.
Digital na frente, manual nos bastidores
Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, o mercado imobiliário acelerou sua digitalização. Simular crédito, enviar documentos, preencher informações e acompanhar aprovações iniciais passou a ser algo comum e 100% online.
O problema surge depois disso.
A digitalização avançou no “front”, no contato com o cliente. Mas a chamada “cozinha” do processo, a formalização do crédito, o registro do imóvel e a relação com o cartório, evoluiu muito pouco.
Na prática, isso significa que o cliente começa sua jornada em um ambiente moderno e fluido, mas, ao avançar no processo, cai em um verdadeiro limbo operacional.
A chegada da ONR (Operador Nacional do Registro Eletrônico de Imóveis) busca mudar esse cenário e soluções atrelados ao sistema tem o poder de escalar ainda mais os benefícios.
O limbo operacional do registro imobiliário
A etapa de formalização e registro do imóvel ainda carrega uma série de ineficiências estruturais:
- - Análises predominantemente manuais
- - Circulação de documentos físicos
- - Tratamento de exigências
- - Contratos impressos e enviados presencialmente aos cartórios
- - Pouca ou nenhuma visibilidade sobre o status do processo
- - Retrabalho por inconsistência documental
- - Falta de padronização entre cartórios
- - Dependência de despachantes e intermediários, que muitas vezes cobram caro por um serviço essencialmente público
Tudo isso cria um efeito direto na experiência do comprador. A compra de um imóvel envolve expectativa, ansiedade e planejamento emocional e financeiro. Quando o cliente deixa de ter visibilidade sobre o que está acontecendo, a percepção é de atraso, insegurança e frustração, mesmo que o processo esteja andando internamente.
Como digitalizar a interface com o cartório
Neste cenário, que plataformas com objetivo de digitalizar a etapa mais sensível da jornada imobiliária, que é a interface com o cartório de registro de imóveis, se tornam imprescindíveis. Hoje, essa fase ainda depende fortemente de documentação física e fluxos muito semelhantes aos de décadas atrás.
Assim, a plataforma atua como uma infraestrutura digital que:
- - Elimina o uso de papel
- - Organiza e padroniza o fluxo de registro
- - Reduz drasticamente o esforço operacional das instituições
- - Devolve ao cliente final algo essencial: a percepção de avanço e controle do processo
Mais do que acelerar etapas, a plataforma transforma a forma como o registro é conduzido, trazendo eficiência, segurança e transparência.
Benefícios diretos para instituições financeiras
Sob a ótica das instituições financeiras, os ganhos se concentram em três pilares principais: experiência do cliente, eficiência operacional e simplificação de ponta a ponta.
Experiência do cliente mais fluida e transparente
Uma jornada digital não pode ser apenas estética. O cliente espera acompanhar cada etapa de forma clara, digital e bem posicionada. Assim, o comprador deixa de “sofrer” no momento do registro. Ele passa a ter visibilidade, previsibilidade e confiança de que o processo está avançando, sem buracos de informação ou longos períodos de silêncio.
Eficiência operacional e redução de custos
Tradicionalmente, o processo de registro exige equipes grandes ou a terceirização para empresas especializadas, o que encarece a operação.
Ao digitalizar e estruturar esse fluxo, a plataforma reduz a necessidade de grandes times operacionais e, em muitos casos, elimina a dependência de terceiros. O resultado é um processo mais simples, mais barato e significativamente mais eficiente para o banco.
Simplificação e agilidade de ponta a ponta
A solução opera com dois modelos principais de fluxo:
- - Processos “nato digitais”, em que o contrato já nasce em meio eletrônico
- - Troca de arquivos estruturados (XML), elevando o nível de digitalização do registro
Isso reduz idas e vindas, retrabalho e inconsistências. Menos etapas manuais significam menos erros, menos custos e muito mais velocidade.
Impacto direto no tempo de conclusão do negócio
Os resultados aparecem claramente no relógio. Processos que tradicionalmente levavam entre 20 e 30 dias passam a ser concluídos em prazos significativamente menores. Hoje, já é comum observar médias abaixo de 8 dias, considerando desde o recebimento do contrato até a matrícula registrada.
Com a evolução da digitalização dos cartórios, a expectativa é avançar para menos de 5 dias, e, no futuro, alcançar níveis quase instantâneos, semelhantes ao que já ocorre no mercado de veículos. Tudo isso sem renunciar à segurança jurídica.
Agilidade com responsabilidade
Digitalizar não significa eliminar análises ou reduzir a responsabilidade do registrador. O papel do cartório continua sendo central para garantir a segurança jurídica do imóvel, afinal, trata-se de um bem que não pode simplesmente ser “devolvido”.
A tecnologia entra para organizar, estruturar e dar escala ao processo, sem comprometer a análise, a conformidade ou a segurança.
O resultado é uma jornada imobiliária mais eficiente, transparente e alinhada às expectativas de quem vive em um mundo cada vez mais digital.
